Pagar as Dívidas ou Construir Riqueza? O Que Fazer Primeiro…

Principais Ideias

  • Aprenda porque a ciência não tem aplicação no mundo real em finanças pessoais.
  • Aborda a importância da educação financeira no início da vida.
  • Discute como priorizar o pagamento da dívida e a construção de riqueza se resumem a valores.

Uma leitora me mandou a seguinte pergunta:

Eu moro nos EUA e estou ansiosa para me livrar das dívidas do meu empréstimo estudantil (cerca de R$ 60 mil), então tenho seguido religiosamente um plano de pagamento de dívidas graças à sua calculadora bola de neve. Ao mesmo tempo, tenho lutado para destinar 20% da minha renda mensal aos investimentos (embora eu saiba que não é o suficiente). Eu tenho 26 anos. Estou longe da aposentadoria. E me doendo para me livrar dessa dívida…

O que é mais importante? Pagar a dívida rápido? Ou economizar 20% da minha renda?

Se eu reduzir a contribuição para minhas economias e aposentadoria, mesmo que 50%, eu poderia ficar livre 2 anos antes (economizando cerca de R$ 5.000 em juros) quando comparado a maneira que estou fazendo. Se eu não tivesse dívidas, poderia viajar à vontade, guardar mais para a aposentadoria mais tarde, economizar para uma casa… Ah, as possibilidades! Mas, então, diminuo minhas contas de poupança e aposentadoria. Algum conselho? Me ajuda!”

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Antes de qualquer coisa, gostaria de reconhecer seu foco e dedicação aos seus objetivos financeiros. Tenho certeza de que você se sairá bem, seja qual for a sua decisão.

Além disso, muito obrigado pelos elogios à calculadora. Eu trabalhei muito nessas calculadoras gratuitas e incentivo todos os leitores a fazerem o melhor uso desses recursos únicos e valiosos. Eu as uso regularmente, tanto para minhas finanças quanto com meus clientes de coaching financeiro.

Antes de responder acredito que devo fazer uma breve explicação para os brasileiros… Essa é uma pergunta especialmente interessante porque os EUA possuem um sistema de tributação diferida. Isso significa que investir representa – também – uma economia em impostos que é impossível ser “compensada depois”. No Brasil, isso só é possível para os médios e grandes empresários enquanto lá, é uma possibilidade para quase todos. Lembro que as taxas praticadas nos empréstimos também são bem menores.

Algo semelhante ao que acontece nos EUA pode ser alcançado através de uma previdência PGBL, mas é bom consultar um contador especializado a sua situação individual.

Ok?! Vamos em frente…

Como sempre costumo dizer…. A resposta científica, 100% precisa, é: “Você deve fazer o que lhe der mais valor após a declaração de impostos sobre o seu capital”.

Infelizmente, essa resposta é inútil para aplicações no mundo real.

O problema com ela é que você precisa saber o futuro após os impostos, o retorno composto para cada alternativa de investimento. Isso é impossível, pois o futuro não pode ser previsto com precisão.

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Ou seja, para a ciência no mundo das finanças pessoais…

A resposta prática é uma mistura de arte e ciência. Combina os aspectos pessoais do sucesso financeiro (hábitos financeiros, psicologia, etc.) com princípios financeiros comprovados.

Eu aponto isso porque os princípios (ciência e arte) terão grandes aplicabilidades na maioria das decisões financeiras que você vai enfrentar ao longo da sua vida.

  • A ciência fundamenta seu plano financeiro em números concretos.
  • A arte (“bom senso”) incorpora os aspectos emocionais / humanos da construção de riqueza.

Ambas são importantes.

Quando se trata de quitação de dívidas, os números concretos e as emoções humanas desempenham – juntas – um papel no processo.

Ao juntar os dois, há um enorme valor de diferimento de impostos para a poupança para aposentadoria, dada a sua idade, que nunca poderá ser recuperado se você não fizer uso dele agora.

Além disso, começar cedo a juntar dinheiro para a aposentadoria é um dos hábitos financeiros mais inteligentes que você pode desenvolver. Essa foi uma das estratégias que segui e foi um dos principais motivos pelos quais fui capaz de “me aposentar” aos 27 anos.

Minha recomendação pessoal é sempre maximizar as economias com impostos diferidos e isentos de impostos primeiro, a menos que haja uma razão realmente convincente para não fazê-lo. Esta é apenas uma regra prática sólida.

As vantagens fiscais fornecem um grande valor ao longo da vida, e as penalidades fornecem uma boa cerca em torno de sua fortuna para que você não assalte seu patrimônio durante os contratempos inevitáveis ​​da vida.

Ambos são importantes para a equação de riqueza da sua vida.

Como você prioriza o que “sobrar” dessa conta, é uma questão de valores. Posso ter entendido errado, mas notei que está livre das dívidas possui um alto valor emocional para você e provavelmente sentirá uma grande sensação de realização e satisfação quando atingir essa meta.

Ou seja… Priorize o financiamento de economias de aposentadoria com impostos diferidos e isentos de impostos, a menos que haja um retorno maior após o imposto em outro lugar.

Como você já possui uma estratégia de ataque (construir riqueza) com suas contas de aposentadoria, é perfeitamente razoável ter uma boa defesa financeira (pagar dívidas, reduzir o risco) com o excedente.

Portanto, não se sabe quem fornecerá o maior retorno após os impostos (mas é relativamente fácil de notar qual fornecerá o maior retorno emocional).

Após pesar todos os vários argumentos, minha ordem de priorização sugerida, com base nas informações limitadas fornecidas, seria…

  1. Pagar o básico da dívida
  2. Financiar – totalmente – todos os planos de aposentadoria com impostos diferidos.*
  3. Construir um pequeno pé-de-meia para dificuldades temporárias.
  4. Amortizar – com o capital restante – a dívida.

*Consulte o seu contador para entender se é possíveis obter benefícios de uma previdência PGBL.

Eu acrescentaria um quinto ponto a esta equação: Dedicar-se em igual foco à construção de sua inteligência de investimento enquanto seu capital permanece pequeno e você paga suas dívidas.

Aprenda as ‘nuances’ dos investimentos agora e cometa seus erros cedo, quando ainda possui um patrimonio pequeno.

O valor – vitalício – dessa educação, somados ao longo da vida, vale literalmente uma fortuna.

De qualquer forma, eu acredito que essa fórmula deve te entregar um equilíbrio razoável entre as várias necessidades conflitantes de recursos limitados. Ou seja, equilibrar a arte e a ciência de construir riqueza.

O que você acha? Você concorda ou discorda? Quais princípios discutidos aqui você pode aplicar em sua própria vida? O que você gostou neste plano e o que eu perdi?

Compartilhe sua opinião nos comentários abaixo.

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